sábado, 20 de abril de 2013

FANTASMA (Ghost)


quero divagar,
deambular,
azarar,
quase que me esqueço,
se a realidade não meço,
quando minha carne não tem preço.
Essas ruas,
são de ninguém,
quem as tem?
alguém, eu não.
Não quero mais julgar,
essa fortuna, esse azar,
que me esvazia, gota a gota.
Tortuosa existência,
ser dono dessa "sapiência"
me chega estéril, infrutífera.
Sou cego do meu ser
Sou cego e não quero ver
Sou aquele que nunca foi
Fantasma e não se decompõe

Luís Alves Carpinteiro
XVII / IV / MMXIII


quarta-feira, 17 de abril de 2013

SOUL

You were
yet so...
beautiful...
The clean and uncut
blackness
of your eyes.
Always we'll fly,
forever you'll lie
down
in the darkness
that'll cover
always
our lesser sky.
Whatever you need,
to shake me,
and shake me lightly,
yet so...
mine...

Luís Alves Carpinteiro
XVII / IV / MMXIII

segunda-feira, 15 de abril de 2013

xxx (três fuscas)


Cruzes! É a purga de Judas! Chupa-chupa Satanás!
Crónico, creio que és, Barrabás!
Serás? Puta virlata virbilha trás! trás! trás!
Meigo é o leito da puta que te pariu!
Fluidez cervical que "crias" crias tu
Se mijo na horta e lá nascem coentros
Teu útero láfiquei
Poluídoxxx

XVI / IV / MMXIII

sexta-feira, 12 de abril de 2013

P.P.P.P.P.P. (dedos)


Era uma vez uma lança cadente,
dos sete mares fervente, se julgava dormente.
Furtou uma carta dulcinante,
retratava a lida dos livros na estante.
Nesta tarefa doméstica
limpava dos topásios a voz anestésica e os cardos dos rádios.
E se o pano panava dobrando
e o fígado camandro!
e o gato doirando-o?
O corpo tombava pamplonando,
to-mate se raiando,
seus pares se depilando.
A-mando, A-mando. FIM

Luís Alves Carpinteiro
XII / IV / MMXIII